quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

HAICAI




Oh, dia! Oh, céus!
pedi por inspiração 
ganhei uma paixão

Karla Julia
haicai e foto

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

POESIA

Covardia

Nasci para voar
mas coragem me falta
por isso, uso muletas
desta feita, me atenho ao chão

Se delas me libertasse
alçaria voo ao firmamento
e deixaria cintilar
minha louca imensidão 

Talvez um dia me desapegue
de tudo
e saia correndo 
descontando o tempo
em que, por covardia,
não fui o que sempre quis

Só assim
para sempre 
estrela,
serei feliz.

Karla Julia

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

É NATAL NO CASTELO DE CHAMBORD!

  No belíssimo Castelo de Chambord, no Vale do Loire, que fica pertinho de Paris, de dezembro até 6 de janeiro de 2019, já se comemora o Natal.
Quem estiver nas terras de Henri II, não deve perder. Ele está lindo!

Confiram no clipe abaixo:


         
           Joyueux Noël!


               Karla Julia

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domingo, 2 de dezembro de 2018

DICA DE LIVRO

 “A TRAVESSIA DAS  ERAS”
        de André Galvão
           


Foi com grande prazer que recebi um exemplar do livro solo de poemas “A Travessia das Eras” de André Galvão, Licenciado em Letras (UESB), Mestre em Literatura (UEFS) e Doutor em Ciências da Educação (Universidade do Minho – Portugal).

Proveniente da linhagem de poetas cuja preocupação maior são as feridas de nossa sociedade, André comprova sua excelência com versos de muita sensibilidade, mas que fazem, ao mesmo tempo, uma reflexão do “homem da cidade”, como no caso de “Urbanicômio”:

Criticamos,
e somos iguais
aos que criticamos
Condenamos,
e somos iguais
aos que condenamos
Em nossa loucura
há um lapso,
uma relação desacertada
E a cidade anda,
escreve torto
em linhas tortas
À noite, os ônibus voam,
encontram espaço
entre o amarelo e o vermelho
E as luzes distantes iluminam o asfalto
por onde desliza
o Opala amarelo de rodas largas
De longe, as luzes enganam,
clareiam a pista,
escurecem o canteiro
A nossa loucura
não é contemplar a cidade,
é tentar entendê-la.

O livro nos leva a uma viagem cosmo interior do poeta,
onde em meio à desilusão, somos convidados a nos perdermos também.
Nele, podemos constatar a falta de esperança, retrato fiel da crua realidade, cheia de preconceitos e falsos valores.É desse esforço de desvelamento, solitário, intransferível, na maioria das vezes, de que trata o poema abaixo:

 “Sonhos”

Sonhos com um mundo
que eu nunca verei.
As sombras do passado iluminam
mais do que os holofotes do presente
O precipício avança sobre nós,
inebriados com nossas vaidades,
consumidos freneticamente
por vícios insustentáveis
Dor, desesperança, medo
nada mais consigo ver
nos espelhos quebrados
que refletem pesadelos

Estamos condenados ao fastio
de nossas futilidades sutis,
flertando com cárceres de vidro
que não conseguimos quebrar
E o que nos resta enfim
é torcer para acordar de vez
do sonho que nunca sonhamos,
enquanto dormíamos de olhos abertos
As minhas esperanças no futuro
se perderam junto com a inocência
de acreditar que a raça humana
produzirá um dia finalmente
um mundo que seja possível
viver em paz.

E qual seria então o caminho para uma redenção?
Porque é no atravessar das eras que leitor e poeta farão,
suas catarses e quem sabe, um novo mundo onde as injustiças,
e a tirania do egoísmo possam ser achacadas de nossos caminhos.

         Assombro
Estranho viver nesse mundo raso,
inundado de mentiras tão profundas
sem metafísica, inspiração ou fé
que removam as montanhas da ignorância.

Obrigada poeta André, por ter me concedido o privilégio de ler seus versos.

                                                        Karla Julia



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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Istituto Italiano di Cultura

Rio de Janeiro

Novembro 2018


Festival Opera na Tela
Andrea Chénier de Umberto Giordano

               

Quinta, 29/11 às 18h30
Integrado à agenda cultural carioca e em sua quarta edição, o Festival Ópera na Tela, em colaboração do Istituto Italiano di Cultura, apresenta dia 29 na Sala Italia a opera Andrea Chénier de Umberto Giordano, dirigida por Mario Martone no Teatro alla Scala de Milão.

Data: 29 de novembro de 2018
Horário: 18h30
Local: Istituto Italiano di Cultura - Av. Presidente Antonio Carlos, 40 / 4º Andar - Centro
Ingresso: Entrada Franca

                 
Vozes de Literatura Viva
Leitura publica dramatizada de Alda Merini
                                 

Quarta, 28/11 às 17h30; Sexta, 07/12 às 20h; Sabado, 08/12 às 20h
Alda Merini, a maior poetisa italiana do século XX, dedicou a sua obra ao amor, à paixão e aos sentimentos mais profundos do ser humano e também aos excluídos e aos que sofrem. Ela própria esteve internada bastante tempo num centro para doentes mentais, experiencia que influenciou profundamente a sua vida ...

Data: 28 de novembro de 2018
Horário: 17h30
Local: Istituto Italiano di Cultura - Av. Presidente Antonio Carlos, 40 / 4º Andar - Centro
Ingresso: Entrada Franca

Data: 7 e 8 de dezembro de 2018
Horário: 20h
Local: IED - Istituto Europeo di Design - Av. João Luis Alves, 13 - Urca
Ingresso: Entrada Franca

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  ORIGAMI
 
 

Podemos mudar nossa  vida através da arte. Todo mundo está em busca de um jeito de ser mais feliz. Nós descobrimos que a arte pode ajudar, e muito! 
Trabalhar com arte é criar um canal para que sua alma se expresse verdadeiramente. Neste processo você se conecta com seus talentos naturais e muda sua vida. 



Quando você está bordando,pintando,ou qualquer outra atividade ligada a trabalhos manuais, você se desliga do mundo e fica com você e seus pensamentos.
Hoje,vocês verão uma forma de arte, um trabalho manual muito antigo:o Origami.                  



Arte milenar de transformar papel em esculturas e formas geométricas.O origami é a arte japonesa, que iniciou-se no período Edo, arte de dobrar o papel.
O Origami é ótimo para o relaxamento e é pura diversão para aliviar o stress do dia a dia.
A origem da palavra vem do japonês:ori (dobrar) e gami (papel). 



Karla Julia

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

NÃO PERCAM!

               

Por ocasião da III Semana da Gastronomia Italiana no Mundo, iniciativa promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália, o Instituto Italiano de Cultura apresenta dia 20 e 22 de novembro o concerto do acordeonista italiano Pietro Roffi, com um repertorio baseado em músicas de Domenico Scarlatti, Ernesto De Curtis, Luis Bacalov, Luciano Fancelli e Victor Vlasov.

Pietro Roffi

     

Nascido em 1992, começou a tocar com seis anos de idade e graduou-se com honra no Conservatório Santa Cecilia em Roma. Sua primeira apresentação como solista se deu no Auditorium Parco della Musica em Roma com a orquestra da Accademia Nazionale di Santa Cecilia, dirigida pelo maestro Carlo Rizzari, por ocasião do nonagésimo aniversario de Ennio Morricone, diante do Presidente da República.

Ao longo dos anos Roffi desenvolveu uma intensa atividade artística, exibindo-se em mais de cem concertos como solista e com importantes orquestras sinfônicas nas mais prestigiosas salas do mundo. Apreciado interprete da música de Domenico Scarlatti, a quem dedicará em 2019 um álbum produzido pela Brilliant Classics, gravou recentemente o álbum Tutto Tango pela Continuo Records com um repertorio de músicas de Astor Piazzolla, acompanhado pelo pianista Alessandro Stella. Ministrou varias masterclasses como professor na National University of Music de Bucareste e gravou vários concertos ao vivo para a televisão e rádio na Italia, Romênia e China.

Seu acordeão é um Bugari Armando Prime construído em Castelfidardo. Cresceu e vive em Valmontone, cidadezinha próxima de Roma.

Programa de Sala:

Domenico Scarlatti (1685 - 1757)
Sonata in Do magg. K 159
Sonata in Do magg. 330
Sonata in Re min. K 1
Sonata in Mi magg. K 380
Sonata in Fa# minor K. 67
Sonata in Sol magg. K 391
Sonata in La magg. K 323
Sonata in Sib magg. K 172
Sonata in Si min. K 408

Ernesto De Curtis (1875 - 1937)
Torna a Surriento (arr. Pietro Roffi)

 Anonimo
Tarantella Napoletana (arr. Emanuele Rastelli)

Luis Bacalov (1933 - 2017)
Il Postino (arr. Pietro Roffi)

Luciano Fancelli (1928 - 1953)
Hellzapopping

Victor Vlasov (1936*)
Bossa Nova

Pietro Roffi (1992*)
Est Ovest

* * * * *

Realização:
Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro

                 

Colaboração:
Museu Nacional de Belas Artes / MinC / IBRAM

* * * * *

Concerto para acordeão com Pietro Roffi
Data: 20 de novembro de 2018
Horarios: 20h
Local: Istituto Italiano di Cultura - Av. Presidente Antonio Carlos, 40 / 4º Andar - Centro
Ingresso: Entrada franca

Data: 22 de novembro de 2018
Horarios: 18h
Local: MNBA - Museu Nacional de Belas Artes - Av. Rio Branco, 199 - Centro
Ingresso: Entrada franca


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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

EXPOSIÇÃO

            INVISÍVEIS
       -Foto-instalação-
      de Fernando Braune

Caminhando pelas ruas, o olhar sensível do fotógrafo Fernando Braune captou a invisibilidade dos garis. As pessoas passavam por eles e não os cumprimentavam. Dessa observação surgiu
um trabalho artístico que reúne poesia, fotografia e instalações onde o tema é a invisibilidade desses profissionais no caos urbano.




 “A minha questão é a relação humana. Todo este projeto tem como suporte a questão da relação entre as pessoas, mais especificamente, a relação entre pessoas nos centros urbanos, que, a meu ver, não de hoje, vem se deteriorando passo a passo”, se posiciona o fotografo.

                   






“Parto da constatação da fragilidade de relacionamento das pessoas que habitam os espaços urbanos com os garis, ou seja, os lixeiros, para refletir sobre as relações humanas nos espaços urbanos de forma geral. Os garis me apontaram uma brecha para uma reflexão sobre a condição humana contemporânea nos grandes centros. Essa invisibilidade dos garis confundidos, misturados, com o lixo urbano foi o que me levou à reflexão sobre as relações humanas. Talvez essa nossa reticência, essa nossa dificuldade em lidar com o lixeiro, o gari, tenha a ver com a dificuldade, na realidade, de lidarmos com a nossa própria condição humana, do lixo metafórico”, diz Fernando Braune.

“A execução do projeto prima pela delicadeza da apresentação das fotografias que, aliada à iluminação difusa, mas com foco pontual nas obras, forma um contraponto à imagem do lixo, da sujeira e do descaso em relação aos garis.”, reflete Liane Varsano, (LV Comunicações).

Fernando Braune – Fotógrafo

Principais exposições - Parallax Art Fair, Londres; Agora Gallery, Nova Iorque; Galeria de Arte Colorida, Lisboa; Mestre em Arte Contemporânea, Florença; III Bienal Internacional de Fotografia da Catalunha, Barcelona; Galeria Monteoliveto, Nice; Feira de Arte de Nice Acrópole; Art 3F Mulhouse; AAF Milano 2015 - Milão; ARTE MONACO'15 - Mônaco; AAF ESTOCOLMO - ESTOCOLMO; Galeria PAKS, Carrousel du Louvre (Paris); Spazio Tadini (Milão); Galerie Etienne de Causans (Paris); Arte latino-americana - Milão; Duetto Arts - Nova Iorque; Centro Cultural do Tribunal Federal (Rio); Centro Cultural Energisa (N.F. - Rio); Galeria de Fotos da UFF (Niterói - R.J.); Museu de Ingá (Niterói); Museu Nacional de Belas Artes (Rio); Centro Cultural Justiça Federal (Rio).

               

 Prêmios Especiais:

 - "ARTE LATINO-AMERICANA" em Milão, Itália (junho de 2016).
 - “PRÊMIO NAPOLES PARA A ARTE CONTEMPORÂNEA” (2014).

  Representado na Europa por "GALERIA MONTEOLIVETO"
  Representado em Nova York por “DUETTO ARTS”

                     Autor dos Livros:

   - "O Surrealismo e a Estética Fotográfica";
   - "O Cinema e Linguagem Fotográfica";
   - "Temporalis".
   - "Querubins de Grota"
   - Trabalhos publicados em várias revistas internacionais e livros de arte, além de palestras em diversos centros Culturais

O trabalho de fina sensibilidade que ficou exposto de a 18 de novembro no Centro Cultural Correios, na cidade do rio de Janeiro, e que  estará a partir do dia 24 de novembro exposta na Usina Cultural, em Friburgo, cidade natal de Fernando Braune.
                                                           Karla Julia

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            Na veia

Escrevo para os que pouco têm pra receber.
Falo em voz alta,
eles mal podem me ouvir.

Minha poesia não quer palco
nem teatro,
se eles pouco caminham.

Meu verbo é para os que não têm um  futuro azul,
nem sabem sonhar acordados.

Os que não são visitados,
excluídos do convívio.
Verdadeiros guardiões
dos amores perdidos.

         9Karla Julia
  

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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

DICA DE FILME

         "Agnus Dei" 

  Direção: Anne Fontaine
                (2016)


O filme é uma obra-prima em todos os sentidos: roteiro, fotografia, atuações.
Há cenas em que a fotografia (e aí vem o trabalho da diretora também), é tão esmerada, que parece que estamos diante de uma obra de Bernini.

A trama, comovente, se passa no final da Segunda Guerra, quando  uma médica francesa atende num convento da Polônia freiras grávidas, estupradas por soldados russos.

Um filme muito sensível sobre mulheres que foram profundamente feridas, dirigido por uma mulher.
Arte, em seu sentido pleno.
           


            Karla Julia

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

PENSAMENTO DO DIA

"Às vezes tudo se ilumina de uma intensa irrealidade
" E é como se agora este pobre, este único,
este efêmero instante do mundo
Estivesse pintado numa tela,
Sempre..."

Mário Quintana

arte: Beatriz Mutelet

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DICA DE SÉRIE: " THE CROWN"

                             
           
                     

                 

Para os saudosos de Downtown Abbey.
Desta vez há mais fatos históricos do que ficção .
A família real britânica.
Winston Churchill em seu segundo mandato, e sua eterna popularidade  contra o "fogo amigo" que o achava idoso demais , embora  tivesse aprovado seu nome para Primeiro Ministro.
A história da Inglaterra de 1950 aos tempos atuais.
Os insistentes pedidos de uma polpuda mesada do ex-rei Eduardo VIII, Duque de Windsor.

Com um naipe de  atores simplesmente fabulosos.
John Litgthow como Winston Churchill está um primor. O  mesmo para Hard Harris (que faz o papel do  Jorge VI).

Adorei. Não sou monarquista de jeito nenhum.
Mas por que essa a séries fazem um tremendo sucesso?
Porque o belo nos atrai.E quando vem aliado a fatos reais( em ambos os sentidos), mais atraente fica. Afinal faz parte da " human nature, isn't it"?

         Karla Julia

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HAICAI


semeio palavras
como se fossem flores
colho amores

Karla Julia
haicai e fotos

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domingo, 11 de novembro de 2018

DICA DE FILME: "LEGÍTIMO REI"


DICA DE FILME:
"LEGÍTIMO REI"

Para quem é fã de História e da Escócia, estreiou ontem, na Netflix um Filme que promete. Baseado na trajetória de Robert Bruce, que liderou uma grande revolta na Escócia no sec.XIV contra o domínio inglês.
Com Chris Pine no papel principal, é direção de David Mackenzie, o longa-metragem é um primor de direção de arte e pesquisa histórica.
Dou Vivas a Sétima Arte!


   Karla Julia

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O PEN Clube e seu Café Literário

                                   

O romance " Os Mistérios de Udolfo" de Ann Radcliffe é o pioneiro do gênero gótico na língua inglesa. O leitor se sente envolto pela atmosfera do Languedoc (em meio a vales belíssimos, cercados ao sul pelas misteriosas montanhas dos Pinineus e a leste pelo Oceano Atlantico), junto a Emily St. Aubert, a protagonista, e seu envolvimento com o castelo de Udolpho.
O Café Literário  do PEN Clube já faz parte da vida cultural de nossa cidade. Sentados em círculo, coordenados pelos professores Luiza Lobo e Alcmeno Bastos, a conversa em torno do livro escolhido é sempre proveitosa.
A troca de conhecimentos  aliada à atmosfera cordial, mais a atenção com que somos recebidos pelos anfitriões, seu presidente Aguiar Claudio e sua esposa Celia Salsa, faz com que aguardemos ansiosos o próximo café.

          Karla Julia

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"TOUJOURS 
L´INATTENDU ARRIVE "


LA MAISON


Il y a a deux ans, quand je fus malade, je remarquai que je faisais toutes les nuits le mê me rêve. Je me promenais dans la campagne; j´apercevais de loin une maison blanche, basse et longue, qu´entourait un bosquet de tilleuls. J´étais attiré par cette maiison et j´allais vers elle.
Tel était mon rêve et il se répéta, pendant de longs mois, avec une précison et une fidélité telles qu´un été, ayant appris à conduire moi-même une petite voiture, je décidai de passer mes vacances sur les routes de France, à la recherche de la maison de mon rêve.

Un jour, comme je traversais une vallée voisine de l`Isle-Adam, je sentis tout d´un coup un choc agréable. Alors je sus que j´avais trouvé le château de mes rêves. Il y avait un chemin. Je le pris. Il me conduisit devant une maison blanche.

Je sonnai. J´avais grand-peur que personne ne répondît, mais, presque tout de suite un domestique parut. En me voyant, il parut très surpris et me regarda avec attention, sans parler.
-  Je vais, lui dis-je, vous demander une faveur un peu étrange. Je ne connais pas les propriétaires de cette maison, mais je serais heureuse s´ils pouvaient m´autoriser à la visiter.
- Le château est à louer, madame, dit-il comme à regret, et je suis ici pour le faire visiter. Les propriétaires ont quitté la maison depuis qu´elle est hantée.
- Hantée? dis-je. Voilà qui m´arrêtera guère.
-Je n´y croirais pas , madame, dit- il sérieusement, si je n´avais moi-même si souvent rencontré dans le parc le fantôme qui a mis mes maîtres en fuite.
-Une histoire, dit le vieillard d´un air de reproche, dont vous au moins, madame, ne devriez pas rire, puisque ce fantôme, c´était vous."


André Maurois



A Casa

Há 2 anos, quando fiquei doente, notei que todas as noites tinha o mesmo sonho. Passeava pelo campo e via , de longe, uma casa branca, baixa e comprida, cercada por um bosque de tílias. Ficava atraído por essa casa e ía em sua direção.
Tal era meu sonho, e ele se repetiu durante longos meses, com tamanha precisão e fidelidade que num verão, tendo aprendido sozinho a dirigir um pequeno carro, decidi passar minhas férias pelas estradas das França, à procura da Casa do meu sonho.
Um dia, quando atravessava um vale vizinho a Isle-Adam, senti de repente, um choque agradável. Descobri então que tinha encontrado o castelo de meus sonhos.
Havia um caminho. Eu o peguei. Ele me levou até à frente de uma casa branca.
Toquei a campainha. Tinha muito medo que ninguém respondesse mas quase que imediatamente apareceu um empregado. Pareceu muito surpreso ao me ver e ficou me olhando com atenção, sem falar.
-Vou pedir-lhe um favor um pouco estranho, disse-lhe. Não conheço os proprietários dessa Casa, mas ficaria feliz se me deixassem visitá-la.
- Eles querem alugá-lo, senhora, disse, como que lamentando, e estou aqui para mostrá-lo. Os proprietários deixaram a casa desde que ela ficou assombrada.
- Casa assombrada? Disse. Isso não me deterá.
- Eu também não acreditaria, senhora, disse seriamente, se eu mesmo não tivesse encontrado frequentemente no parque o fantasma que afugentou meus patrões.
- Que história! Disse eu tentando sorrir.
- Uma história, disse o ancião com ar de reprovação, da qual a senhora pelo menos não deveria rir, já que este fantasma era a senhora.
                                    
                  Tradução
                  Karla Julia                                    

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domingo, 4 de novembro de 2018

O PINTOR DA VIDA MODERNA

           
     Os impressionistas possuíam uma esoecie de manifesto, o ensaio de Charles Beaudelaire " O Pintor da Vida Moderna":
                       

"... Ele é um flâneur, um errante, alguém que anda nas ruas, todo dia. A multidão é o seu domínio, como o ar é o do passado e o mar o dos peixes. Sua paixão e seu ofício é incirporar-se à multidão, é sentir o acolhimento do lar dentre o ir e vir, em meio ao fugidio e ao infinito. O amante da vida universal se perde na multidão, como num reservatório de energia elétrica.Ou poderíamos vê-lo num espelho tão extenso quanto a própria multidão."
       Charles Beaudelaire
                 
       Le Moulin de la Galette 
             ( Pierre- Auguste Renoir)

                Karla Julia


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BODEGA GARZÓN

                 

    A Garzón foi eleita a Melhor Bodega do Novo Mundo em 2018, de acordo com a publicação norte-americana Wine Enthusiast, ao divulgar os galardoados na 19° edição do prêmio Wine Star Awards. 

     Mérito do bilionário argentino Alejandro Bulgheroni e sua equipe, pela visão e a capacidade de assegurar a reputação vinícola de excelência lograda pelo Uruguai nas últimas décadas.

      Silvio Rhomedes          Assumpção 


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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A Mulher Inesquecível!

             
                   
                                 
  Hoje, deixo aqui uma fotografia que esta na Tate Gallery em Londres da dama do romance de suspense, Daphne Du Maurier (1907 - 1989).
    Seus livros, "Rebecca" e "Jamaica Inn" ( "A Pousada da Jamaica" ou "A Estalagem Maldita" )influenciaram toda uma época!
    Os filmes" Os Pássaros", "Jamaica Inn" e "Rebecca," dirigidos por Alfred Hicthcock foram adaptados de três de suas obras).

                                                                     





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terça-feira, 23 de outubro de 2018

DICA DE FILME : "O PRIMEIRO HOMEM"

               

Não, não é um filme chato.
É sensível, trata de perdas, algumas delas insubstituíveis.
Não é à toa que tem o mesmo título do livro do existencialista Albert Camus.

Estou falando de grandes interpretações. Ryan me surpreendeu, no papel de Neil Armonstrong, mais no papel do homem que foi até a Lua para procurar o que na Terra não podia mais encontrar do que o primeiro homem a pisar na Lua e de da atriz Claire Foy (que interpretou a rainha Elizabeth II quando jovem, no seriado " The Crown", aqui, magistral, como sua esposa, também segurando uma barra monumental.

A atmosfera também é de suspense, com uma trilha sonora maravilhosa, parece que estamos pisando em paisagens lunares.Chega a ser de uma beleza melancólica.

Um filme onde a ciência e a melancolia estão de mais dadas. Lírico, cinematograficamente lírico!
                 
                             

          Karla Julia

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sábado, 20 de outubro de 2018

Para vocês

              foto: Karla Julia
                   
               Queridos amigos
            Desejo meu desejo de um ótimo final de semana, deixo meus artigos é um certo perfume de orquídeas no ar...

           Karla Julia 


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JACQUES PRÉVERT

               


O poeta do cotidiano, das coisas simples mas marcantes da vida: do amor, da infância, da solidão e da liberdade.
Mas também o poeta que viu a guerra com todo seu circo de horrores passar e deixar suas marcas definitivas
nos corações de seus contemporâneo s. Escreveu vários poemas contra a hipocrisia da burguesia, os métodos retrógrados do sistema escolar e a religião como instituições
tradicionais.

Karla Julia

Barbara

Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest ce jour-la
Et tu marchais souriante
Epanouie ravie ruisselante
Sous la pluie
Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest
Et je t'ai croisee rue de Siam
Tu souriais
Et moi je souriais de meme
Rappelle-toi Barbara
Toi que je ne connaissais pas
Toi qui ne me connaissais pas
Rappelle-toi
Rappelle-toi quand meme ce jour-la
N'oublie pas
Un homme sous un porche s'abritait
Et il a crie ton nom
Barbara
Et tu as couru vers lui sous la pluie
Ruisselante ravie epanouie
Et tu t'es jetee dans ses bras
Rappelle-toi cela Barbara
Et ne m'en veux pas si je te tutoie
Je dis tu a tous ceux que j'aime
Meme si je ne les ai vus qu'une seule fois
Je dis tu a tous ceux qui s'aiment
Meme si je ne les connais pas
Rappelle-toi Barbara
N'oublie pas
Cette pluie sage et heureuse
Sur ton visage heureux
Sur cette ville heureuse
Cette pluie sur la mer
Sur l'arsenal
Sur le bateau d'Ouessant
Oh Barbara
Quelle connerie la guerre
Qu'es-tu devenue maintenant
Sous cette pluie de fer
De feu d'acier de sang
Et celui qui te serrait dans ses bras
Amoureusement
Est-il mort disparu ou bien encore vivant
Oh Barbara
Il pleut sans cesse sur Brest
Comme il pleuvait avant
Mais ce n'est plus pareil et tout est abime
C'est une pluie de deuil terrible et desolee
Ce n'est meme plus l'orage
De fer d'acier de sang
Tout simplement des nuages
Qui crevent comme des chiens
Des chiens qui disparaissent
Au fil de l'eau sur Brest
Et vont pourrir au loin
Au loin tres loin de Brest
Dont il ne reste rien.
               

BÁRBARA

(Dizem que um poema traduzido é como beijar numa janela se vidro, mas aí vai uma tentativa)

Você se lembra, Bárbara ?
Chovia sem parar em Brest, naquele dia
E você andava sorridente,
alegre, deslumbrada, molhada
debaixo da chuva.
Lembra, Bárbara
chovia sem parar em Brest
E eu lhe encontreina rua de Siam
Você sorria...
e eu sorria também.
Voc~e se lembra Bárbara?
Você que eu não conhecia
Você que não me conhecia
Lembra ,Bárbara
Lembra daquele dia
Não esqueça
Um homem que se abrigava numa estrada
e ele gritou seu nome:
Bárbara!
E você correu ao encontro dele
molhada, deslumbrada, feliz
E você se jogou nos braços dele
Lembra disso Bárbara?
E não me queira mal, se falo “você”
Eu digo “você” a todas as pessoas que amo.
Mesmo se eu as vi apenas uma vez.
eu digo “você’ a todos que se amam
Mesmo se eu não os conheço
Lembra, Bárbara
Não esqueça
esta chuva calma e feliz
sobre seu rosto feliz
aquela chuva sobre o mar
sobre o quartel
sobre o bar d’Ouessant
Ah Bárbara,
Que babaquice a guerra
onde você está agora
debaixo dessa chuva de ferro
fogo, ácido e sangue
E aquele que se abraçava
amorosamente
será que está morto ou desaparecido ou talvez vivo.
Oh Bárbara
Chove sem parar em Brest
Como chovia antes
Mas não é mais a mesma coisa, está tudo estragado
E uma chuva de luta, terrível e dissolado.
Não é mais o temporal
de ferro e sangue
São simplesmente nuvens
Que morrem como cachorros
dos cachorros que desaparecem
no rumo da água sobre Brest
e vão apodrecer longe
muito longe de Brest
da qual não sobra nada.

Tradução:Karla Julia

DÉJEUNER DU MATIN

Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cirarrette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s’est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu’il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j’ai pris
Ma tête dans ma main
Et j’ai pleuré

Jacques Prévert

CAFÉ DA MANHÃ
Jacques Prévert

Pôs café
na xícara
Pôs leite
na xícara com café
Pôs açúcar
no café com leite
Com a colherzinha
mexeu
Bebeu o café com leite
E pôs a xícara no pires
Sem me falar
acendeu
um cigarro
Fez círculos
com a fumaça
Pôs as cinzas
no cinzeiro
Sem me falar
Sem me olhar
Levantou-se
Pôs
o chapéu na cabeça
Vestiu
a capa de chuva
porque chovia
E saiu
debaixo da chuva
Sem uma palavra
Sem me olhar
E eu,
Eu pus minha cabeça entre as mãos
e chorei.

   Tradução: Karla Julia

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