segunda-feira, 16 de setembro de 2019

The next Bond?
Tem meu voto!

KJ



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POESIA

              MENSAGEM

Às vezes, a saudade é tanta que desço aos infernos
lá chegando, perco aromas e cores
faço pedidos a Perséfone,
que também espera como eu.

Náufraga em terra firme
as chamas que outrora ardiam
agora me frequentam.
Queimo em labaredas frias.

Perséfone não me ouve
subo aos céus desesperada
meus olhos se elevam até o mais alto dos Montes.

Imploro a Zeus que te traga de volta
pelos anos que juntos passamos
e por este eclipse que lhes deu fim.

Exilada nesse Olimpo de deuses que não me escutam
minha alma é perfurada por buracos negros de saudades.

Quisera falar sem segundas
só primeiras intenções
Quisera te chamar
nessas noites desestreladas.

Mas a lua de vermelho matizada
é um convite para uma outra pegada.

              Karla Julia
         

Tela: " Proserpina" , de Dante Rossetti, Tate

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DICA DE FILME

      " Quatro Histórias de         Desejo"
            ("Lust Stories")
                   

Ontem à noite, ao escolher um filme na Netflix, do qual não tinha ouvido falar, e me deparei com um, cujo belo título me chamou a atenção.
Nunca tinha ouvido falar dele, mas à medida em que o assistia:
surprise, surprise!
Grandes direções e ótimos roteiros!

São quatro histórias, sobre quatro mulheres, cada uma delas, dirigidas pelos quatro maiores dos ícones do cinema indiano da atualidade: Karan Johar, Zoya Akhtar, Dibakar Banerjee e Anurag Kashyap.
Não sei qual delas  gostei mais.
A  segunda história me tocou profundamente.
Mas as outras também são fantásticas.
Uma ótima opção!

             Karla Julia

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ESCREVER

Abaixo, "ÉCRIRE" , de MARGARITE DURAS, 
autora cuja obra sempre me impressionou e por esta razão, deixo aqui esta tradução . Espero que gostem.

                Karla Julia
                     

'ESCREVER' - MARGUERITE DURAS
 TRADUÇÃO: Karla Julia

"A solidão da escrita é uma solidão sem a qual o escrito não se produz, ou então ele se esmigalha, exangue de procurar o que escrever. Ele perde seu sangue, não é mais reconhecido pelo autor. E acima de tudo ele nunca deve ser ditado para alguma secretária por mais hábil que ela seja, nem entregue nessa fase, à leitura de um editor."

"Não achamos a solidão, mas sim, a fazemos. A solidão se faz sozinha. Eu a fiz. Porque decidi que era aqui que eu deveria estar só, que eu estaria sozinha para escrever livros."

"A solidão, quer dizer também, ou a morte, ou o livro."

" Achar-se num buraco, no fundo de um buraco, numa solidão quase totale descobrir que só a escrita o salvará. Estar sem nenhum assunto para um livro, sem nenhuma idéia de livro é encontrar-se, reencontrar-se diante de um livro. Uma imensidão vazia. Um livro eventual. Diante de nada. Como que diante de uma escrita viva e nua, assim, terrível, terrível de ser superada."

"Um escritor é curioso. Ele é uma contradição e também um contrassenso. Escrever é também não falar. É calar-se. É errar sem barulho."

É o desconhecido que se carrega consigo: é isso que é alcançado, é isso ou nada."

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domingo, 1 de setembro de 2019

Memórias

                   Ricordi

Tive com a Serenissma 
um sonho de valsa.


                Karla Julia

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Grupo formado por jovens que moram em comunidades do Rio de Janeiro ganhou o Swiss Charity Award 2019 e fará concertos na Suíça e na Alemanha.


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sábado, 31 de agosto de 2019

DICA DE LIVRO

             "ESCRAVIDÃO"
       de Laurentimo Gomes
               

Durante quatro anos, o escritor, fez uma imensa pesquisa, passando por Cabo Verde, Senegal, Angola, Gana, Marrocos, Benin, Moçambique e África do Sul para pesquisar a origem da escravidão.
Um livro importante para quem quer realmente conhecer a fundo o Brasil, suas tradições e a origem de muitos de seus problemas problemas.

             Karla Julia

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

DICA DE FILME

 
 
"Além das Palavras"
"Quiet Passion"


 
 
 
Para quem gosta de cinema e poesia, está em cartaz o filme sobre a vida de uma das maiores poetisas da língua inglesa: Emily Dickinson. A direção de Terence Davies é um primor.
Um filme de época baseado em histórias reais, sobre a vida de uma poetisa tão contestadora em suas palavras e atos. O diretor do filme soube captar toda a atmosfera repressiva e castradora dos anseios femininos de Massachusetts nos meados do séc. XIX.
Com uma atuação absolutamente magnífica, Cinthia Nixon, no papel da poeta, consegue nos faz sentir como se fosse nossa, sua repulsa pela sociedade hipócrita da época. Praticamente sem contato com o mundo exterior, ela criou uma obra poética monumental, qluase tota lmente descoberta após sua morte.

Disponível na Netflix.
 
 
"Dizem que o tempo ameniza
Isto é faltar com a verdade
Dor real se fortalece
Como os músculos, com a idade.
É um teste no sofrimento
Mas não o debelaria
Se o tempo fosse remédio
Nenhum mal existiria."
Emily Dickinson
 
 
Karla Julia

sábado, 17 de agosto de 2019

A CASA DE JANE AUSTEN

     A casa de Jane Austen
                       
                       

Hoje em dia, ela é a Casa Museu de Jane Austen
(1775, 1817).
Fica a 80 km de Londres, no vilarejo de Chawton, Condado de Hampshire e foi lá que ela viveu os os últimos anos de sua vida (1809 a 1817, vindo a falecer aos 41 anos).
Nesta casa, a autora escreveu muitas de suas obras-primas como"Emma", Orgulho e Preconceito", "Razão e Sensibilidade", Persuasão", " Mansfield Park" .
                   

 
             Karla Julia

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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

SEMPRE ELE

             
                         

"Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade"

           Albert Camus

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Exposição " A Luta Yanomami" de Claudia Andunjar

"A terra dos Yanomami ( "urihi") é uma entidade viva, envolve seres humanos e não humanos. Ela abrange a natureza e os espíritos da floresta."
        Claudia Andunjar
         


Claudine Haas (Claudia Andujar) nasceu na Suíca, em 1931. Quando seu pai é enviado a Auschwitz, onde vem a falecer, ela foge com sua mãe para a Suiça. De lá, ela vai morar em Nova York onde estuda Humanidades no Hunter College.
Em 1955, Claudia deixa Nova York para encontrar a mãe no Brasil e é aqui que ela começa a se intetessar por fotografia.

Incentivada por Darcy Ribeiro faz sua primeira viagem para conhecer os indios Karajás.
Após vários trabalhos no Brasil e em outros paises,
em 1971 recebe bolsa da Fundação Guggenhein para documentar os indios Xikrins. De 1962 a 1976, ela muda o objeto da bolsa ao conhecer os Yanomamis.
                   


" À noite, o 'yano' é como um útero de mulher grávida, quente e seguro. E como a mãe, redonda, e contém a vida. Fora é a escuridão, frio e perigo. Dentro, a comunidade protegida pelas fogueiras e o aconchego."
         
                     



" O 'norami', princípio vital, é a imagem espelhada.É a sombra refletida na água. É um retrato que quando você morre, deve ser queimado."
Claudia Andunjar

Claudia Andunjar dedica sua arte e sua vida ao povo que escolheu defender.
                     


Esta sensível e detalhada exposicão se encontra no Instituto Moreira Salles e é aberta ao público.

            Karla Julia

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POESIA

MAGMA VI

antes de chegares
experimento veludos,
estreio novas sedas novos ares

desfilo diante do espelho
varro toda a tristeza
e reverencio a ti
que é feito de mar e mel

antes da tua chegada
faço e refaço a maquiagem
me banho perfume
olho pro céu

Nada te substitui

Por ti,
me lanço no precipício.

Karla Julia
in Alma Nua

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PENSAMENTO DO DIA

        "As palavras voam
        e às vezes pousam"

           Cecília Meireles
         

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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

DICA DE FILME


      " NÃO MEXA COM ELA"

                           
Ela só queria trabalhar, dar melhores condições de vida para seus três filhos, ajudar seu marido.
Ele sabia que ela era uma excelente funcionária, um grande trunfo para sua empresa, mas além disso...
Uma produção israelense dirigida com sensibilidade por Michal Aviad que aborda de maneira realista uma situação que somente agora vem sendo tratada com mais relevância.
                     

             Karla Julia

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DIA DOS PAIS - do poeta MANO MELO

ÁRVORE DA VIDA

MANO MELO

Se chamava Raimundo
e era o pai do mundo
( Isso não é a solução da rima
Mas um soluço na minha estima).
Nasceu lá no sertão
e tinha alma de boiadeiro.
Um cearense dos tempos idos em que se andava a cavalo
e se acordava ouvindo o canto do galo.
Gostava de vacas, cavalos, cabras e carneiros,
sua cultura e sua diversão.
Mesmo morando na grande cidade,
trazia dentro de si sua verdade,
Nunca deixou de ser um homem do sertão.
Seu cavalo ensinado se chamava Boneco
e era mesmo um animal bonequeiro:
 cavoucava o chão e encontrava dinheiro.
Viveu de uma forma longeva e intensa
com simplicidade e sapiência.
E assim o tempo foi passando
e a família crescendo.
Filhos, netos, bisnetos,
continuidade de sua existência,
os muitos ramos de sua Árvore da Vida.
Quando chegou o momento de partir,
Ele disse assim:
– Missão cumprida.
E atravessou sorrindo as portas de saída.

`( para meu pai Raimundo Carvalho de Melo)
               

imagem: Susan Lordi
Willow Tree

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

PROFUMO DA UOMO

Esiste qualcosa di più dolce del tuo bacio? 
Forse sì : il tuo profumo da uomo sulla mia pelle 


                 Karla Julia
                        versos e artesanato

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

                                         FESTEJANDO A ESCRITORA KARLA JULIA
 
                                                                   

 
Hoje é aniversário de KARLA JULIA. Além de desejar-lhe saúde e cada vez ser ainda mais amada pelo marido, filha e amigos, o que mais de expressivo poderei almejar para uma escritora em franco processo de ascensão na cena literária? Sem dúvida, falar de seus livros. O último já o fiz aqui no face, quando lançado no PEN Clube, em estrondoso êxito numa noite chuvosa na cidade.
Com contagiante alegria e a peculiar beleza – exterior e interna – Karla Julia autografou "Recantos de versos íntimos". Para homenageá-la, em postagem no face de 11 de junho, eu escrevi alguns comentários. Hoje repito certas partes de minha apreciação.
"Recantos de versos íntimos" são fragmentos da existência transformados em cantos. Gotas de vida a abrigarem o mundo. Imagens em esvoaçantes "flashes" a iluminarem instantes de seu ser em pureza radical, tendo a Casa por tema.
Na capa, entre esmaecidas letras manuscritas, um rosto de Mulher lembra, na doçura de traços, o perfil de Karla Julia. Diante dela, a estrada. Mais além..., a Casa. E, nos devaneios do sonho, pelo desenho de Luana Fontes, ela convida o leitor a penetrar naquela morada alegórica, metáfora de seu próprio Ser, em convívio com o Amado.
No vigor de Eros, os cantos e recantos dedicados à filha Luíza, luz de sua inspiração, sugerem mais do que dizem. A autora espalha, aqui e ali, meio submersos nas entrelinhas, fragmentos de si, nas cinco partes de suas moradas interiores – Antesssala, Oratório, Quarto, Sótão e Sacada. Em cada canto há o encanto de seu canto assessorado pela Poesia.
Corditecendo em palavras o que lhe vem do coração, ela aventurou-se pelos mares da escrita, aliando seu presente ao passado mais remoto. Foi à arqueologia das origens, aos arquivos literários da cultura grega. Transmutou-se em Penélope a 'bordacosturar', no bastidor da memória, a espera de Ulisses.
E, no jogo mágico do imaginário, a casa se transformou em um navio. Barco, arco da aliança entre o passado e o presente, Lá está ela, em circunavegação interior, a singrar as águas do tempo e 'logotecer', – tecer com o "logus", o verbo, a palavra – os poemas. Dentre eles, "O retorno do Rei". Nele, ressignifica a epopeia homérica ligada à odisseia moderna, revisitada por Konstantínos Kaváfis.
Prezado leitor, creio que já ficou a par da dimensão poética de Karla Julia. Breve, um romance já em gestação, surgirá radioso. E hoje, dia de seu aniversário, desejo que ela, acionada pelo sopro da "Poiesis", assuma seu merecido lugar na literatura de nosso agora.
FELIZ ANIVERSÁRIO, ESCRITORA!
 
                                                 DALMA NASCIMENTO

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terça-feira, 2 de julho de 2019

A MELHOR HORA

A Melhor Hora  

Tudo parece quieto nessa noite chuvosa. 
A penumbra do quarto acalma minha mente que já não sente mais vontade de se surpreender com nada .
Por hoje, basta.

O que desejo são as tão contadas oito horas de descanso chamadas Sono Profundo'.

Pois o amor existe e isto nem a morte consegue destruir.
Me aconchego entre travesseiros de linho, onde adoro afundar minha cabeça,
cujas fronhas macias e recém lavadas são bálsamo para minha alma cansada de tanta notícia louca.

Já estou a meio caminho do paraíso.
Rezo até o momento de não saber mais para quê e por fim,
aceito mais um dia com a mesma força e ousadia que faço de ti meu objeto de desejo preferido.


Karla Julia

quinta-feira, 13 de junho de 2019

          Holyroodhouse                             
                       
                foto: Karla Julia

“Holyrood é um castelo com muitas memórias. Nele, guerras foram planejadas, bailes entraram noite adentro e assassinatos ocorreram em cada quarto.”                                                                                              Robert Louis Stevenson                                                                                           Edinburgh, Picturesque Notes, 1878
                     
                 foto: Karla Julia


- Abadia –
O Palácio de Holyroodhouse ergue-se em um cenário fantástico, aos pés da Royal Mile em Edimburgo, cercado por jardins murados e parques abertos.
As origens do Palácio remontam ao ano de 1128 quando da fundação de uma abadia Agostiniana por David I da Escócia (1124-1153) embaixo das encostas de Artur`s Seat, o antigo monte vulcânico. A lenda atribui sua fundação a uma visão do Rei David de um cervo com uma cruz entre seus chifres, semelhante às lendas de Saint Eustace e Saint

Hubert.
O nome Holyrood pode derivar de uma preciosa relíquia, supostamente um fragmento da Verdadeira Cruz, que teria sido trazido para a Escócia por sua mãe, Saint Margaret. Então, o rei dedicou sua nova fundação religiosa a The Holy Rood, (A Cruz Sagrada).
A primeira a Abadia era pequena, mas depois, em 1195, suas estruturas foram aumentadas.
Quando Edimburgo tornou-se a capital da Escócia os reis preferiram residir na abadia, cercados por belíssimos jardins e um enorme terrenos para caça.
Em 1250 a abadia foi completada e no séc. XV, dois andares de contrafortes foram adicionados como sustentação. Em 1547 a Abadia sofreu muitos danos com sucessivos ataques dos ingleses e apenas a nave é o que resta da abadia original.
Depois da Reforma suas construções monásticas foram abandonadas e ela passou por enormes prejuízos. A nave foi a única parte que permaneceu para uso e em 1633 sofreu renovações para a coroação do rei Charles I (1625-1649). Ela foi reaparelhada para o culto católico com Capela real durante o reinado de James VII.
Em 1758 lajes de pedra foram para fortalecerem o teto, mas o peso extra fez com que ele desabasse dez anos depois, deixando a Abadia em ruínas.

-Os ocupantes do Palácio de Holyroodhouse-
Foi James IV 1488-1513) quem decidiu converter os apartamentos reais da Abadia em um palácio. Mais construções ocorreram durante o reinado de Jaime V (1513-1542), pai de Mary Stuart. Quando Mary, viúva de François II, retorna da França a fim de suceder seu pai no trono da Escócia, ela vai viver em Hollywoodhouse, ocupando o segundo andar da Torre James V (erguida por seu pai). O filho de Mary Stuart, James VI, também lá viveu a partir de 1579.
Sob Charles I, como mencionado acima a Abadia e o Palácio foram reparados. Seu sucessor, Charles II, começou um programa de reconstrução do palácio, desta vez, com um projeto do arquiteto escocês Wiliam Bruce. O palácio como o vemos hoje é fruto da habilidade de Bruce.

Outros reis lá viveram. Outros, sempre lá estiveram por diversas vezes como a Rainha Victoria e a Rainha Elizabeth (que fez do palácio sua residência oficial quando na Escócia).

Os jardins do Palácio ficam floridos durante o verão. Talvez você encontre Mary Stuart procurando por Lord Darley por lá.

                       

                  Karla Julia

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segunda-feira, 11 de março de 2019

O Primeiro


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SIMONE

Hoje é aniversário de Simone de Beauvoir.
Uma das mulheres que mais me marcaram.
Aproveito para indicar a leitura de :" A Mulher Desiludida". Uma obra-prima de Beauvoir. Neste livro, ela resgata, com maestria, a essência da alma feminina.
Muitas vezes angustiante, como a vida, o livro também tem a força e a determinação próprias de toda mulher.           


             Karla Julia

"Encanto é o que alguns têm até que começam a acreditar que, de fato, o têm."

"É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.

"O que é um adulto? Uma criança de idade."
               

    Simone de Beauvoir

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

DICA DE FILME

        " A ESPOSA"
          
         

Extraordinária obra em que o aprisionamento de uma escritora nas páginas dos livros que seu marido assinava, leva a um desenlace surpreendente quando seu marido ganha o NOBEL de Literatura.

As atuações de Glenn Close, Jonathan Pryce e Christian Slater enobrecem ainda mais esse  filme imperdível .

       Karla Julia

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