sábado, 16 de maio de 2015

Acima Das Nuvens

Demorei muito para falar desse filme.
Foi palma de ouro em Cannes, melhor atriz coadjuvante para Kristen Stewart, Entrou para a competição, etc. e tal.
Mas não foi por causa disso.
Foi porque o filme me causou tamanha emoção que tive que revê-lo para captar cada detalhe, cada imagem, cada diálogo, cada olhar.
É puro teatro, e dos bons. Juliete Binoche ofereceu não somente a "palma" da mão para Kirsten mas a mao inteira, para que ela ganhasse o prêmio. É ela quem dá o tom, a deixa, quem domina e nos leva às nuvens com sua atuação fantástica.
A fotografia é um delírio. A trilha sonora magistral. As atuações maravilhosas. Não quero falar do roteiro, para que vocês tenham a surpresa . O filme fala de atrizes que envelhecem, de como a mídia influencia nossas vidas hoje em dia, do adaptar-se sempre às mudanças e da juventude, sim de como fomos há vinte anos atrás e como nos tornamos vinte anos depois. 
Fala também do que é ser um ator de verdade hoje em dia. E ontem. 
É arte falando da sétima arte e de todas as artes.

Para mim deveria ter ganho não só a palma de ouro como uma salva de palmas.
Karla Julia


                                                                         
                                                                           
       

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

As mulheres e o Impressionismo

O Impressionismo revolucionou não só a pintura como também a maneira de viver a arte, pois pela primeira vez, mulheres pintoras puderam expor seu trabalho em exposições e participar de um movimento.

1-Berthe Morisot (1841-1895)   Em 1863 começou a pintar ao “ar livre”, em Pontoise. Conheceu Daubigny e Daumier. Esteve na Inglaterra e na Espanha. Depois, voltou a Paris, foi aluna de Manet e casou-se com seu irmão, Eugène. Participou da maioria das exposições impressionistas.
Sua tela"Le Berceau" ("O Berço") 1872, foi obra apresentada na primeira exposição impressionista. É de um colorido cheio de sutilezas e luminosidade.

                                                         "Le Berceau"
                                                                  

Berthe Morisot


2-Marie Bracquemond (1840-1916)  casada com o pintor Felix Bracquemond, o que atrapalhou um pouco sua manifestação artística, pois não lhe agradava o Impressionismo, Outros dizem que talvez fosse porque ele tivesse inveja de sua capacidade e sucesso. Pintora das naturezas mortas, das paisagens  e das flores. Ela havia estudado pintura com Ingres(considerada sua melhor aluna), e participado das exposições dos impressionistas, conheceu Baudelaire e Manet. Mais adiante, recebeu forte influência de Gauguin.  Essa nova fase desagradou seu marido, que se recusava a comentar e a mostrar seu trabalho. Ela se afastou das mostras públicas e continuou a pintar trabalhos em particular. Em 1890, abandonou a pintura, devastada com as críticas que o marido lhe fazia. Pierre Bracquemond, seu filho e guardião de sua obra,, foi o organizador da última retrospectiva da grande artista.

                                           "Sur la Terrasse à Sèvres"
                                                        "Na Varanda em Sèvres"
      
 

                                                                        Marie Bracquemoond 

                                                                           
3-Mary Cassat , pintora americana, 22 maio 1844(em Allegheny City, na Pensilvania, foi para a França, onde foi amiga de Degas e, participou em várias exposições com pintores impressionistas. A figura humana e os gestos da vida quotidiana constituem os objetos de sua predileção.


                                                              "La Jeune Fille au Jardin"
                                                                            " A Jovem no Jardim"



                                                                            Mary Cassat  
  
Karla Julia

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Inconcluso

Inconcluso

Ti ricreo ogni giorno
per vera e propria ostinazione
non desisto...insisto.

E tutte le sere
accendo candele nei candelabri di cristalli.
Non so neanche si esisto ancora,
ma ne so molto di quanto sento ora.

Ti ricreo ogni giorno.
Un giorno angelo, un altro mio guerriero,
eroe, santo o fattucchiere.
E mi confondo, quando le nostre anime,
innavvertite, si toccano.

Ti reinvento in un tempo eterno,
perché non so si l’avrò ancora.
Respiro i nostri ricordi
e continuo la nostra storia.

Prendo la stoffa, la taglio, la provo, l’ imbastisco,
cercando di adarttarla al mio destino.

Ma tu mi (ri) finisci
prima dell’ ultima prova.

Karla Julia

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